Como chamar a atenção do cliente em meio a tanta informação?

por Vi Almeida 18 de Julho de 2017
Como chamar atenção do cliente hoje

Quer saber como se diferenciar do mundo de concorrentes hoje no mercado? Quer saber como chamar a atenção do seu cliente em tempos onde o conteúdo é rei, onde há uma chuva de informações, e vídeos, e e-books, e redes sociais, e propagandas e tudo mais? Te digo: seja simples!

Sim. Acho que a era da tecnologia, da evolução e das transformações aceleradas estão aí, não dá pra negar. E nem dá pra ficar fora dela, especialmente se você é uma empresa (grande ou pequena), ou empreendedor, ou profissional autônomo. Toda essa era tecnológica, chamada por alguns de a 4ª Revolução Industrial, é extremamente importante e trouxe um novo jeito de fazer marketing e propaganda, sem dúvida.

Porém, está chegando num ponto onde estamos imersos numa overdose de informações, tecnologias e evoluções a todo momento! E pelo menos eu tenho me sentido cansada, ansiosa com tudo isso. Quanto mais leio, e me informo, e sigo gente interessante nas redes, mais descubro gente nova, e novos sites, e novas formas de fazer algo novo. Não tem fim! E essa didática tem me deixado meio que bipolar, rsrsrs.

 

Como chamar atenção do cleinte

 

Tem dias em que acho tudo isso fantástico. Me envolvo em mil coisas, leio mil textos, interajo com mil novas pessoas e assuntos. Acho cursos e mais cursos, e e-books e conteúdos e eventos novos pra consumir. E penso que é o máximo estar no meio disso tudo, especialmente que estou envolvida não só pessoalmente, como uma pessoa que vive este momento, mas também como profissional, já que a comunicação e o marketing são minha formação e profissão. Ou seja: estou duplamente no meio desse milk-shake todo!

Mas tem dias que sinceramente: eu canso. Me sinto incapaz de acompanhar tudo, de me envolver, de fazer parte, de acompanhar. Dá uma vontade de largar tudo pra lá e ficar quieta, desistir dessa área de atuação de dessas relações sociais todas.  

E depois penso e chego a clara conclusão de que não dá pra ser radical nem para um lado, nem para outro. Mas venho percebendo também alguns pontos que acho que são chaves e que a empresa/profissional que se ligar (e acho que já tem é muita se ligando) vai se dar bem: simplificar as coisas.

 

Como encantar o cliente

 

Pense em quantas possibilidades um programa de computador hoje oferece e quantas delas você realmente usa. Não digo só programas mais elaborados, como Photoshop por exemplo, mas o Word ou Excel, que são bastante comuns no dia a dia da grande maioria. A pessoa pode ser expert que ainda sim deve ter mil funções que não usa, e nem sabe que existem. E assim vai com aplicativos, opções de programas de tv, canais no YouTube, novos conceitos tecnológicos e de exploração de tudo isso. Você nunca está atualizado. Não vejo isso como um problema, pelo contrário. Mas acho que o ser humano se esgota em alguns momentos, e acho que este momento tem chegado para alguns.

Hoje, quanto mais simples é um programa, quanto mais objetivo a comunicação, quanto mais simples for, mais me interesso. Acho que as empresas vão ter que ir um pouco por esse caminho. Não tenho certeza o quanto as gerações dos anos 90 pra frente serão impactadas por isso (vou abordar mais adiante), mas tenho certeza que a geração de 80 pra trás será sim impactada positivamente. E vamos combinar, ainda estamos muito na ativa, né não? Rsrsrs.

Comecei a assistir agora a nova versão de Os Trapalhões. Novos atores, uma nova leitura, mas com a essência original. E não é que ri muito mais do que com alguns programas que vejo hoje e vídeos que recebo no celular (que chegam com o intuito de me fazer rir, mas que me deixam até pra baixo pra falar a verdade, de tanta promiscuidade).

 

Como chamar atenção do cliente para comprar

 

Aquele humor leve, quase bobo, me fez gargalhar, e me deixou leve. Assim me sinto também quando vejo brinquedos e brincadeiras antigos. Em BH tem um lugar chamado Museu dos Brinquedos. São 5 mil brinquedos no acervo e 800, de diversos países, em exposição permanente. Fora o mundo de brinquedos antigos que o lugar não deixa serem esquecidos, a arquitetura do lugar também é especial: uma casinha antiga em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Brincadeiras com jornal, argila e farinha de trigo farem parte da programação especial de férias. É uma pena que ainda não tenho um “pequeno”, porque se tivesse, seria um lugar que iríamos brincar com certeza. Faria bem a ele e especialmente a mim!

E quem acha que brinquedos antigos não cativam as novas crianças, eu tenho achado o contrário. Primeiro me deparei com aquele vídeo viral da Valentina, famosa nas redes sociais desde cedo, filha de Mirela Santos e Ceará. No vídeo a menina faz rir ao discutir com sua boneca falante. Depois, fui ver que minha sobrinha e uma prima também têm essa mesma boneca, é uma febre entre as meninas. Por mais que seja falante, é só uma boneca. Ou seja: simples, antigo, e cativante, mesmo para geração do YouTube.

 

Como se destacar no mercado

 

Posso apostar que o simples, o “antigo”, o nostálgico vão ganhar cada vez mais espaço. Não vão (nem devem) tomar o lugar da tecnologia, das novidades e das evoluções. Mas vão ganhar um novo lugar, tanto na vida de quem anda cansado desse over tecnológico quanto das novas gerações que já nasceram inseridas nisso tudo. Ponto pras marcas/profissionais que apostarem em reinventar o antigo de novo.

Quer ter atenção dos clientes? Escolha o simples, seja nostálgico, volte com algumas práticas, relance coisas. Volte com o disco de vinil; com as pequenas mercearias; com alimentos sem agrotóxico. Volte algumas décadas na moda; com desenhos animados e vídeo games como Sonic e Super Mário; com filmes de super heróis do passado. O que você acha que faria mais sucesso hoje: um novo produto com uma pegada ultra moderna ou com um design retrô? E qual jeito de comunicar surtiria mais efeito: uma mensagem via WhatUp ou uma carta recebida na caixinha de correios? (É claro que tudo isso vai de encontro com o objetivo e público alvo. Quando esses dois pilarem variam, varia também todo o jeito de pensar...)

 

Como se diferenciar dos concorrentes

 

Mas em meio a tanta fartura tecnológica, eu não tenho dúvida de qual modelo traria mais impacto pra mim. Talvez por isso tudo o carro dos meus sonhos hoje seja um Fusca.